Podem ser vários os papéis de um projeto social na vida de
um adolescente. Conversando com os participantes do Projeto Fábrica de
Desmontação, durante a oficina de artesania digital, se percebe a
potencialidade e esperança que participar de uma iniciativa como esta tem no
presente e na imaginação do futuro das educandas e educandos.
A oficina acontece no prédio da Pastoral do Menor da Área
Itaqui-Bacanga, na Vila Embratel. Quando se entra na sala da oficina, chamam
atenção os quadros coloridos que mesclam pinceladas, grafitagem e figuras que
ganham contornos com teclas, fios elétricos e outras peças de computador, obras da oficina de customização de hardware, majoritariamente.
Ao redor de uma grande mesa, jovens estão reunidos, as mãos
trabalham com cuidados, limpando, colando ou encaixando peças. De repente, surgem objetos utilitários, bijuterias: arte.
“Vejo aflorar a criatividade nos alunos ao trazerem vida a esses componentes criando suas próprias peças. Me incentiva ver o que são capazes de fazer. É uma troca”, relata a professora de artesania digital, Áurea de Sousa.
Embora metareciclagem fosse uma palavra desconhecidas para
praticamente todos os participantes, antes do projeto. É
possível ver a aplicação desse conceito na prática através da curiosidade e a disposição para aprender das educandas e educandos para desmontar e montar equipamentos e dar novos usos a componentes eletrônicos que
seriam descartados, em sua maioria, inadequadamente.





